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Higiene ocupacional: como lidar com os riscos no ambiente de trabalho?

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Você que nos acompanha já está habituado com temas afins à segurança e à saúde ocupacional, dos aspectos gerais aos mais específicos e às novidades, como o surgimento da ISO 45001 para regulamentar e certificar a atuação das empresas neste quesito. Portanto, hoje vamos nos aprofundar em uma das partes mais importantes deste grande universo da segurança e saúde no trabalho: a Higiene Ocupacional.

 

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De início, cabe deixar claros dois pontos essenciais para compreender o tema: primeiramente, quando tratamos de higiene vem à mente a higiene pessoal e do lar, a qual aprendemos em casa e temos reforçada desde o início da vida escolar. Porém, a higiene ocupacional é algo muito mais abrangente e possui extrema relevância para a garantia da saúde e segurança dos colaboradores e do ambiente de trabalho.

Depois, iremos nos adiantar ao próprio conceito de higiene ocupacional: muitas pessoas, quando leem sobre o assunto, acabam confundindo a higiene ocupacional com o próprio conceito de segurança e saúde ocupacional; o que é compreensível, mas precisa ser esclarecido. Isso porque a segurança do trabalho envolve diversos processos internos, dentre os quais está a higiene ocupacional, que tem o foco na identificação, prevenção e eliminação de riscos, como vamos ver a seguir.

Higiene ocupacional: o que é?

A higiene ocupacional lida diretamente com os riscos presentes no ambiente de trabalho. Sendo assim, os objetivos de sua aplicação são reconhecer, avaliar e controlar esses riscos. Dentro do universo da segurança e saúde ocupacional, veja a grande importância da higiene ocupacional, sendo preponderante para a prevenção de qualquer perigo ao qual o trabalhador possa estar exposto.

Esta ação da higiene ocupacional divide-se em quatro etapas:

  1. Antecipação aos riscos: a primeira fase. Antes da implementação ou modificação de qualquer procedimento no ambiente de trabalho, analisa-se os potenciais riscos para que já se adotem medidas preventivas.
  2. Reconhecimento dos riscos: nesta fase é feita a análise qualitativa dos riscos. Assim, aqui observamos os produtos utilizados, suas matérias primas e componentes, equipamentos, métodos e procedimentos de rotina adotados; tudo com a ótica acerca de como estes fatores podem causar danos à saúde do trabalhador ou sua integridade física.
  3. Avaliação dos riscos: etapa em que se avaliam os riscos de forma quantitativa. Leva-se em conta limites de tolerância, estabelecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), assim definidos: “Concentração ou intensidade, máxima ou mínima relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará danos à saúde do trabalhador durante sua vida laboral”.
  4. Controle dos riscos: Após antecipados, reconhecidos e avaliados, os riscos presentes no ambiente de trabalho, elimina-se, quando possível, ou mitiga-se, o que representa um processo contínuo para a garantia da segurança e saúde do trabalhador.

Riscos: como identificá-los?

Quando falamos em higiene ocupacional, talvez a palavra mais recorrente seja risco. Dividimos os agentes de riscos ocupacionais em cinco tipos por uma classificação específica. E saber suas fontes é o primeiro passo para identificá-los em seu ambiente de trabalho.

1 – Agentes de riscos físicos

Os agentes de riscos físicos, como diz o nome, são criados por máquinas ou condições físicas que afetem o trabalhador no ambiente de trabalho. Aqui estão englobados o ruído, a vibração, os diferentes tipos de radiação, as variações de temperatura, a pressão ou a umidade. Tudo envolve a higiene ocupacional. Observe bem a diferença para os agentes de riscos mecânicos, que virão mais abaixo.

2 – Agentes de riscos químicos

Os agentes de riscos químicos surgem de substâncias tanto em estado líquido, sólido ou gasoso que possam gerar reações tóxicas se forem absorvidos de qualquer forma pelo organismo, seja inalando ou em contato com a pele. São exemplos: poeira, gases, vapores, substâncias líquidas ou produtos químicos em geral. Exemplos que interferem diretamente a higiene ocupacional.

3 – Agentes de riscos biológicos

Há também agentes de riscos biológicos, os quais podem contaminar o trabalhador e causar doenças. São vírus, bactérias, protozoários, parasitas, fungos e bacilos. Já os agentes de riscos ergonômicos são aqueles ligados diretamente à atividade laboral, sua rotina ou a forma como ela é desempenhada, podendo gerar distúrbios psicológicos ou físicos.

Envolve desde esforço físico intenso ou empregado de maneira errada, postura inadequada, movimentos repetitivos, até situações de estresse, jornadas longas ou em período noturno e exigência de produtividade desproporcional, afetando a higiene ocupacional.

4 – Agentes de riscos mecânicos ou de acidentes

Por fim, como citamos anteriormente, temos os agentes de riscos mecânicos ou de acidentes. Estes surgem das condições do ambiente de trabalho e do trabalhador ali inserido, como por exemplo:

  • Máquinas com defeito ou manutenção defasada;
  • Ferramentas inadequadas;
  • Falta ou precariedade de equipamentos de proteção individual;
  • Condições diferenciadas, como por exemplo: trabalho com eletricidade ou em altura.

Anteriormente tratamos sobre limites de tolerância, na etapa de avaliação dos riscos. Note que a compreensão deste conceito fica mais fácil quando observamos as classificações de agentes de riscos físicos, químicos ou biológicos e seus impactos na higiene ocupacional.

O risco pode estar em qualquer ambiente laboral

Se você não pensou nisso, releia as últimas linhas. Não importa o ramo de atuação, existem agentes de risco potenciais em qualquer ambiente de trabalho. Podem ser desde os ergonômicos em um escritório que aparentemente não ofereça maiores adversidades até todas as cinco classes em uma complexa indústria. Portanto, aí está a grande importância da higiene laboral em organizações de qualquer porte ou qualquer ramo de atividade.

Temos ainda que destacar o papel de cada um dentro de sua organização e diante da higiene ocupacional. Se os gestores precisam oferecer as condições de segurança e saúde adequadas, o trabalhador também tem que conhecer os riscos existentes em sua atividade.

Além disso, entender a forma correta de lidar com eles, utilizando equipamentos e desempenhando procedimentos adequados. Um ambiente laboral seguro e saudável é resultado de uma construção complexa na qual todos os membros da organização tem sua função.

Então, preencha o formulário abaixo e converse sobre como promover a higiene ocupacional na empresa dos seus clientes, com um dos nossos especialistas:

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