A prevenção é o princípio básico da Saúde e Segurança do Trabalho (SST). Para garantir que todos na empresa – do operacional à diretoria – entendam os perigos ao seu redor, o Mapa de Risco é uma das ferramentas mais eficientes e amplamente utilizada no mercado.
Leia também:
- 10 Normas e Siglas no Manual da SST: Essenciais para Segurança do Trabalho
- As mudanças na NR 5 e seus impactos na CIPA
- EPI e EPC: 6 Exemplos Práticos e Guia Completo
- Fiscalização de SST do MTE: 7 Documentos Essenciais
- Como Classificar os Graus de Risco na Segurança do Trabalho
Até 2021 o Mapa de Risco era obrigatório para empresas que precisavam constituir CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). Com a atualização da NR-5 em janeiro de 2022, a obrigatoriedade foi removida. Atualmente, as empresas podem escolher ter o Mapa de Risco ou usar outras ferramentas para identificar e comunicar perigos de forma rápida e visual.
Neste artigo, a Escudo preparou um guia completo com a tabela de cores, significados e um passo a passo de como elaborar um mapa de risco eficiente para sua empresa.
O que é Mapa de Risco?
O Mapa de Risco é uma representação gráfica da planta arquitetônica ou planta baixa da empresa que mostra todos os ambientes de trabalho sinalizados com círculos de diferentes cores e tamanhos que são usados para identificar os tipos de riscos (físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes) existentes naquela área e sua intensidade (baixo risco, relevante ou alto risco).
O objetivo desta ferramenta é claro: conscientizar qualquer pessoa, funcionário ou visitante, sobre os perigos existentes no ambiente ao bater o olho no mapa fixado na parede. Dessa forma, todos estarão cientes dos riscos e cuidados que devem ser tomados para prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.
Originalmente criado para atender a necessidade de reduzir acidentes, ele funciona como um “raio-x” da segurança, promovendo a conscientização e a “atitude de cautela” entre os trabalhadores.

Tabela de Cores e Classificação de Riscos (Essencial)
Para fazer um mapa de risco, é necessário seguir o padrão universal de cores. Cada grupo de risco possui uma cor específica. Confira a tabela abaixo para facilitar a sua elaboração:
| Grupo | Cor | Tipo de Risco | Exemplos de Agentes |
| Grupo 1 | 🟢 Verde | Riscos Físicos | Ruídos, calor, frio, pressões anormais, umidade, vibrações, radiações. |
| Grupo 2 | 🔴 Vermelho | Riscos Químicos | Poeiras, fumos, névoas, gases, vapores, produtos químicos em geral. |
| Grupo 3 | 🟤 Marrom | Riscos Biológicos | Vírus, bactérias, fungos, parasitas, lixo hospitalar. |
| Grupo 4 | 🟡 Amarelo | Riscos Ergonômicos | Esforço físico intenso, levantamento de peso, postura inadequada, repetitividade (LER/DORT), jornada excessiva. |
| Grupo 5 | 🔵 Azul | Riscos de Acidentes | Máquinas sem proteção, arranjo físico inadequado, risco de explosão/incêndio, eletricidade, armazenamento impróprio. |
Entenda os Círculos (Graus de Intensidade)
Além das cores, o mapa de risco de uma empresa utiliza círculos de tamanhos diferentes para indicar a gravidade.
- Círculo pequeno: risco leve ou controlado.
- Círculo médio: risco relevante, que exige atenção e controle.
- Círculo grande: alto risco. Ameaça grave à saúde ou integridade física (morte, mutilação, doenças severas).
Como fazer um Mapa de Risco: Passo a Passo
Muitos gestores e cipeiros (membros da CIPA) buscam como elaborar um mapa de risco de forma simples. A criação é um processo colaborativo. Veja as 7 etapas práticas:
- Conheça o processo e os riscos: a equipe deve percorrer o local, analisar o funcionamento das máquinas e entender as substâncias utilizadas. Sem diagnóstico, não há mapa.
- Divida a empresa por setores: facilite o trabalho dividindo a planta baixa por seções (ex: Almoxarifado, Produção, Escritório). Cada ambiente terá sua própria análise.
- Ouça os trabalhadores (participação coletiva): ninguém conhece melhor os riscos do que quem opera a máquina. A elaboração deve ser participativa. Pergunte aos colaboradores o que os incomoda ou onde eles sentem perigo.
- Identifique e classifique os riscos: com os dados em mãos, use a tabela de cores acima para categorizar cada perigo encontrado e defina o tamanho do círculo (Pequeno, Médio ou Grande) para cada um.
- Desenhe o mapa (Mapeamento Gráfico): sobre a planta baixa do local, insira os círculos nas cores correspondentes exatamente onde o risco está localizado. Se não houver planta arquitetônica, um croqui (desenho esquemático) bem feito é aceito.
- Validação e aprovação: o mapa deve ser aprovado pela CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e validado com os gestores das áreas para garantir que nada foi esquecido.
- Fixação e divulgação: o mapa deve ser afixado em local visível e de fácil acesso. O objetivo é comunicar. Todos devem saber ler o mapa, por isso, mantenha uma legenda próxima ao desenho.
O Mapa de Risco ainda é obrigatório na Nova NR-5?
Esta é uma dúvida comum. Com a atualização da NR-05 (CIPA) em 2022, o texto passou a exigir que a CIPA elabore um “mapa de riscos ou outra ferramenta apropriada para a percepção dos riscos”.
O que isso significa? Significa que a empresa pode optar por outras metodologias de percepção de risco, mas o Mapa de Risco tradicional continua sendo a ferramenta mais aceita, visualmente compreensível e recomendada pelos especialistas em SST.
Importante: a falta de alguma ferramenta de percepção de riscos, somada à falta de comunicação dos perigos (exigência da NR-1), gera multas pesadas e passivos trabalhistas em caso de acidentes.
Quem é responsável por elaborar?
A responsabilidade primária é da CIPA, com orientação técnica do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho).
Caso a empresa não tenha SESMT próprio ou CIPA constituída (dependendo do grau de risco e número de funcionários), ela pode contratar uma consultoria especializada ou designar um responsável treinado (o “Designado da CIPA”) para garantir essa elaboração.
Capacitação é a chave da prevenção
Elaborar o Mapa de Risco é apenas o primeiro passo. Para que ele funcione, sua equipe precisa estar treinada para identificar, evitar e controlar esses riscos no dia a dia.
A Escudo é referência nacional em treinamentos de SST com mais de 200 cursos em conformidade com a NR-1, incluindo os treinamentos obrigatórios de CIPA e CIPATR (CIPA de Trabalhadores Rurais), disponíveis nas modalidades EaD e semipresencial.
Nossa plataforma é 100% proprietária, personalizável e pensada para facilitar a gestão do seu programa de treinamentos com flexibilidade, segurança jurídica e foco em resultados reais.
Aqui, a aprendizagem vai além do conteúdo: é envolvente, prática e desenhada para transformar a cultura de segurança da sua empresa.
Não corra riscos desnecessários. Escolha a Escudo e fortaleça a cultura de prevenção no seu negócio com a melhor experiência de aprendizagem do mercado.

