Mapa de Risco: o que é e como fazer (Passo a Passo)

Aprenda como fazer um Mapa de Risco completo. Entenda a tabela de cores, os tamanhos dos círculos e as novas regras da NR-5 para sua empresa.

A prevenção é o princípio básico da Saúde e Segurança do Trabalho (SST). Para garantir que todos na empresa – do operacional à diretoria – entendam os perigos ao seu redor, o Mapa de Risco é uma das ferramentas mais eficientes e amplamente utilizada no mercado.

 

Leia também:

 

Até 2021 o Mapa de Risco era obrigatório para empresas que precisavam constituir CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). Com a atualização da NR-5 em janeiro de 2022, a obrigatoriedade foi removida. Atualmente, as empresas podem escolher ter o Mapa de Risco ou usar outras ferramentas para identificar e comunicar perigos de forma rápida e visual. 

Neste artigo, a Escudo preparou um guia completo com a tabela de cores, significados e um passo a passo de como elaborar um mapa de risco eficiente para sua empresa.

 

 

O que é Mapa de Risco? 

O Mapa de Risco é uma representação gráfica da planta arquitetônica ou planta baixa da empresa que mostra todos os ambientes de trabalho sinalizados com círculos de diferentes cores e tamanhos que são usados para identificar os tipos de riscos (físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes) existentes naquela área e sua intensidade (baixo risco, relevante ou alto risco)

O objetivo desta ferramenta é claro: conscientizar qualquer pessoa, funcionário ou visitante, sobre os perigos existentes no ambiente ao bater o olho no mapa fixado na parede. Dessa forma, todos estarão cientes dos riscos e cuidados que devem ser tomados para prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.

Originalmente criado para atender a necessidade de reduzir acidentes, ele funciona como um “raio-x” da segurança, promovendo a conscientização e a “atitude de cautela” entre os trabalhadores.

Exemplo prático de Mapa de Risco com legenda completa. A imagem mostra uma planta baixa empresarial dividida em setores (como produção e depósito), utilizando a tabela de cores padrão (verde, vermelho, marrom, amarelo, azul) e círculos de tamanhos variados (pequeno, médio, grande) para indicar a intensidade dos riscos ocupacionais, conforme diretrizes da CIPA e NR-5. Elaborado pelo Sistema Escudo.
Infográfico: exemplo de Mapa de Risco e Legenda de Cores (NR-5) – Escudo

Tabela de Cores e Classificação de Riscos (Essencial)

Para fazer um mapa de risco, é necessário seguir o padrão universal de cores. Cada grupo de risco possui uma cor específica. Confira a tabela abaixo para facilitar a sua elaboração:

Grupo Cor Tipo de Risco Exemplos de Agentes
Grupo 1 🟢 Verde Riscos Físicos Ruídos, calor, frio, pressões anormais, umidade, vibrações, radiações.
Grupo 2 🔴 Vermelho Riscos Químicos Poeiras, fumos, névoas, gases, vapores, produtos químicos em geral.
Grupo 3 🟤 Marrom Riscos Biológicos Vírus, bactérias, fungos, parasitas, lixo hospitalar.
Grupo 4 🟡 Amarelo Riscos Ergonômicos Esforço físico intenso, levantamento de peso, postura inadequada, repetitividade (LER/DORT), jornada excessiva.
Grupo 5 🔵 Azul Riscos de Acidentes Máquinas sem proteção, arranjo físico inadequado, risco de explosão/incêndio, eletricidade, armazenamento impróprio.

Entenda os Círculos (Graus de Intensidade)

Além das cores, o mapa de risco de uma empresa utiliza círculos de tamanhos diferentes para indicar a gravidade.

  • Círculo pequeno: risco leve ou controlado.
  • Círculo médio: risco relevante, que exige atenção e controle.
  • Círculo grande: alto risco. Ameaça grave à saúde ou integridade física (morte, mutilação, doenças severas).

Como fazer um Mapa de Risco: Passo a Passo

Muitos gestores e cipeiros (membros da CIPA) buscam como elaborar um mapa de risco de forma simples. A criação é um processo colaborativo. Veja as 7 etapas práticas:

  1. Conheça o processo e os riscos: a equipe deve percorrer o local, analisar o funcionamento das máquinas e entender as substâncias utilizadas. Sem diagnóstico, não há mapa.
  2. Divida a empresa por setores: facilite o trabalho dividindo a planta baixa por seções (ex: Almoxarifado, Produção, Escritório). Cada ambiente terá sua própria análise.
  3. Ouça os trabalhadores (participação coletiva): ninguém conhece melhor os riscos do que quem opera a máquina. A elaboração deve ser participativa. Pergunte aos colaboradores o que os incomoda ou onde eles sentem perigo.
  4. Identifique e classifique os riscos: com os dados em mãos, use a tabela de cores acima para categorizar cada perigo encontrado e defina o tamanho do círculo (Pequeno, Médio ou Grande) para cada um.
  5. Desenhe o mapa (Mapeamento Gráfico): sobre a planta baixa do local, insira os círculos nas cores correspondentes exatamente onde o risco está localizado. Se não houver planta arquitetônica, um croqui (desenho esquemático) bem feito é aceito.
  6. Validação e aprovação: o mapa deve ser aprovado pela CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e validado com os gestores das áreas para garantir que nada foi esquecido.
  7. Fixação e divulgação: o mapa deve ser afixado em local visível e de fácil acesso. O objetivo é comunicar. Todos devem saber ler o mapa, por isso, mantenha uma legenda próxima ao desenho.

 

O Mapa de Risco ainda é obrigatório na Nova NR-5?

Esta é uma dúvida comum. Com a atualização da NR-05 (CIPA) em 2022, o texto passou a exigir que a CIPA elabore um “mapa de riscos ou outra ferramenta apropriada para a percepção dos riscos”.

O que isso significa? Significa que a empresa pode optar por outras metodologias de percepção de risco, mas o Mapa de Risco tradicional continua sendo a ferramenta mais aceita, visualmente compreensível e recomendada pelos especialistas em SST.

Importante: a falta de alguma ferramenta de percepção de riscos, somada à falta de comunicação dos perigos (exigência da NR-1), gera multas pesadas e passivos trabalhistas em caso de acidentes.

 

Quem é responsável por elaborar?

A responsabilidade primária é da CIPA, com orientação técnica do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho).

Caso a empresa não tenha SESMT próprio ou CIPA constituída (dependendo do grau de risco e número de funcionários), ela pode contratar uma consultoria especializada ou designar um responsável treinado (o “Designado da CIPA”) para garantir essa elaboração.

 

Capacitação é a chave da prevenção

Elaborar o Mapa de Risco é apenas o primeiro passo. Para que ele funcione, sua equipe precisa estar treinada para identificar, evitar e controlar esses riscos no dia a dia.

A Escudo é referência nacional em treinamentos de SST com mais de 200 cursos em conformidade com a NR-1, incluindo os treinamentos obrigatórios de CIPA e CIPATR (CIPA de Trabalhadores Rurais), disponíveis nas modalidades EaD e semipresencial

Nossa plataforma é 100% proprietária, personalizável e pensada para facilitar a gestão do seu programa de treinamentos com flexibilidade, segurança jurídica e foco em resultados reais.

Aqui, a aprendizagem vai além do conteúdo: é envolvente, prática e desenhada para transformar a cultura de segurança da sua empresa.

Não corra riscos desnecessários. Escolha a Escudo e fortaleça a cultura de prevenção no seu negócio com a melhor experiência de aprendizagem do mercado. 

[Quero conhecer os cursos para CIPA e NR-1 da Escudo]

Índice

Veja mais posts
Entenda como funciona o PPP eletrônico no eSocial, o que mudou desde...
Entenda o que é o LTCAT, sua base legal, quem pode assinar,...
Entenda a NR-12 na prática: proteções, bloqueio de energia, documentos exigidos e...
Entre em contato conosco

Preencha o formulário e um dos nossos especialistas entrará em contato com você para falar mais sobre as nossas soluções. 

plugins premium WordPress