Riscos ambientais no trabalho: tipos, exemplos e como mitigá-los

Entenda o que são riscos ambientais, quais são os 5 tipos e como o PGR substitui o PPRA na NR-9. Confira!

Todos os trabalhadores estão sujeitos a riscos ambientais, por isso, identificar esses agentes é o primeiro passo para garantir a conformidade com as Normas Regulamentadoras e oferecer o treinamento de SST adequado.

 

Leia mais: 

 

Independente do ramo de atuação, um colaborador está sujeito a diferentes tipos de riscos ambientais. Mais do que uma exigência legal, a gestão desses riscos previne acidentes e doenças ocupacionais que impactam a produtividade e a vida social do trabalhador.

Sempre que houver exposição a agentes de riscos ambientais, a empresa deve adotar medidas de controle, fornecer EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e realizar a fiscalização do uso correto.

Neste artigo, vamos explorar a classificação dos riscos ambientais, exemplos práticos e como a transição do PPRA para o PGR mudou a forma de gerenciar a segurança do trabalho.

 

O que são Riscos Ambientais?

A Norma Regulamentadora 9 (NR 9) define riscos ambientais como agentes físicos, químicos ou biológicos existentes nos ambientes de trabalho. Esses agentes, dependendo de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador.

Importante: um agente só se torna um risco quando ultrapassa o limite de exposição seguro estabelecido pela legislação.

Quais são os 5 tipos de riscos ambientais?

Para facilitar a identificação visual, os riscos são classificados por cores no Mapa de Riscos. Confira a classificação e exemplos:

1. Riscos Físicos (Verde)

Consideram-se agentes físicos as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores.

  • Exemplos: ruídos, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas (calor/frio), radiações ionizantes e radiações não ionizantes.

2. Riscos Químicos (Vermelho)

São substâncias ou produtos que podem penetrar no organismo pela via respiratória ou ser absorvidos pela pele/ingestão.

  • Exemplos: poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores.

3. Riscos Biológicos (Marrom)

São microrganismos que podem causar doenças. Muito comuns em ambientes hospitalares e de saneamento.

  • Exemplos: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários e vírus.

4. Riscos Ergonômicos (Amarelo)

Qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou problemas de saúde.

  • Exemplos: levantamento de peso, postura inadequada, jornadas prolongadas e repetitividade.

5. Riscos de Acidentes ou Mecânicos (Azul)

Fatores que colocam o trabalhador em situação perigosa e podem afetar sua integridade física.

  • Exemplos: arranjo físico inadequado, máquinas sem proteção, iluminação deficiente e risco de incêndio ou explosão.

SST e ESG

O Mapa de Riscos Ambientais

O Mapa de Risco é uma representação gráfica sobre a planta baixa da empresa. Ele utiliza círculos de tamanhos diferentes (pequeno, médio e grande) para indicar a intensidade do risco em cada setor.

A elaboração é responsabilidade da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) em conjunto com o SESMT. Ele deve ser atualizado sempre que houver mudanças no processo produtivo. Quer saber mais? Acesse nosso artigo completo sobre mapa de risco.

 

Do PPRA ao PGR: o que mudou na prevenção?

Até janeiro de 2022, as empresas e profissionais de SST usavam o termo PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) para definir as ações de controle dos riscos. 

No entanto, com a atualização das Normas Regulamentadoras NR 01 e NR 09, o PPRA foi descontinuado e substituído pelo PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).

As etapas de prevenção continuam fundamentais:

  • Antecipação e reconhecimento: envolve a análise de projetos de novas instalações, métodos e processos de trabalho – ou o aprimoramento dos já existentes com o intuito de identificar os potenciais riscos ambientais e introduzir medidas de proteção para sua redução ou eliminação. 
  • Avaliação: mensurar a intensidade (quantitativa) e a periculosidade (qualitativa).
  • Controle e mitigação: implementar medidas coletivas (EPCs), administrativas e, por fim, individuais (EPIs).

Como mitigar riscos ambientais com a Escudo

A tecnologia é a maior aliada na mitigação de riscos. Treinar a equipe de forma engajadora garante que o conhecimento sobre segurança seja realmente absorvido.

A Escudo é a plataforma de ensino corporativo líder em Saúde e Segurança do Trabalho (SST). Oferecemos treinamentos 100% online, gamificados e em total conformidade com a NR-1.

Com mais de 200 cursos no catálogo, ajudamos sua empresa a gerenciar e aplicar treinamentos de forma simples e eficiente.

Garanta a melhor solução de treinamento para sua empresa.

Índice

Veja mais posts
Entenda a NR-12 na prática: proteções, bloqueio de energia, documentos exigidos e...
Entenda a importância do Setembro Amarelo nas empresas e veja como promover...
A "multa da NR-1" é, tecnicamente, uma penalidade da NR-28: graduada por...
Entre em contato conosco

Preencha o formulário e um dos nossos especialistas entrará em contato com você para falar mais sobre as nossas soluções. 

plugins premium WordPress