Graus de risco (NR-4): o que são, tabela e classificação 1 a 4

Aprenda tudo sobre Graus de risco, como consultar pelo CNAE e como essa classificação impacta a SST da sua empresa. Confira o guia da Escudo.

A segurança no trabalho é o pilar que sustenta a integridade física e mental dos colaboradores e a produtividade das empresas. Por isso, entender a classificação dos graus de risco não é apenas uma exigência legal, mas o primeiro passo para uma gestão de SST eficiente.

 

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Muitos gestores têm dúvidas sobre como identificar se a empresa se enquadra no grau de risco 3 ou grau de risco 2, por exemplo, e como isso impacta as obrigações legais.

Neste artigo, a Escudo preparou um guia completo para você entender a relação entre CNAE e riscos ocupacionais, com uma tabela de grau de risco prática para consulta.

 

O que são Graus de Risco? 

Os graus de risco são uma escala numérica que classifica o nível de perigo das atividades de uma empresa. Essa classificação é regida pela Norma Regulamentadora nº 04 (NR-4) e serve de base para dimensionar os Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) em empresas.

O objetivo é simples: quanto maior o perigo da atividade, mais robustas devem ser as medidas de proteção e prevenção. 

Classificação dos Graus de Risco 

A classificação oficial no Brasil é determinada pela NR-4 e baseada no código CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) das empresas. 

Cada código CNAE corresponde a um tipo específico de atividade econômica, que possui características e condições de trabalho particulares. Essas condições determinam os riscos ocupacionais aos quais os trabalhadores estão expostos. Por exemplo, uma empresa classificada sob o CNAE de construção civil terá um perfil de risco diferente de uma empresa classificada como comércio varejista. 

Com base no código CNAE, os órgãos reguladores de Segurança e Saúde no Trabalho, como o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), classificam as atividades econômicas em diferentes graus de risco. Esses graus de risco variam de 1 a 4, sendo: 

  • Grau de Risco 1: baixo risco. 
  • Grau de Risco 2: risco moderado. 
  • Grau de Risco 3: risco alto. 
  • Grau de Risco 4: risco muito alto.

 

Abaixo, detalhamos cada grau de risco e seus respectivos exemplos. 

Grau de Risco 1 

Incluem empresas com funções que oferecem um risco mínimo à saúde e segurança dos trabalhadores. Exemplos comuns são atividades administrativas, consultorias, bancos e trabalhos de escritórios. 

Nesses casos, os perigos são geralmente relacionados à ergonomia e ao estresse mental. Embora os riscos sejam baixos, é importante manter boas práticas, como pausas regulares e ajustes ergonômicos, para garantir a saúde dos trabalhadores. 

Grau de Risco 2  

Risco moderado, onde as atividades apresentam alguns riscos à saúde e segurança, mas que podem ser controladas com medidas simples. Comércios, serviços de atendimento ao cliente, escolas, faculdades e restaurantes são exemplos de empresas que se enquadram nessa classificação. 

Nesses ambientes, é crucial implementar treinamentos básicos de segurança, uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e práticas de higiene adequadas para minimizar os riscos. 

Grau de Risco 3 

O grau de risco 3 representa atividades com alto risco, expondo os trabalhadores a perigos que requerem medidas de controle mais rigorosas. 

Indústrias, serralherias, fábricas, transportadoras e serviços de transportes se enquadram nesse nível. Nesses casos, é necessário realizar avaliações de risco detalhadas, implementar programas de prevenção de acidentes e garantir a manutenção regular dos equipamentos. 

Grau de Risco 4 

O Grau de risco 4 inclui atividades que expõem funcionários a riscos graves rotineiramente e exigem intervenções específicas, protocolos rígidos, CIPA e fiscalização intensa.

Empresas de construção civil, mineração e metalurgia são algumas áreas classificadas com este grau. Para esses setores, é vital ter protocolos de segurança robustos, supervisão constante e treinamentos frequentes para os trabalhadores. Medidas de proteção coletiva também são indispensáveis. 

 

 

Como consultar o Grau de Risco da empresa?

Preparamos um passo a passo sobre como descobrir o Grau de Risco da sua empresa.

  • Localize a tabela: busque pelo Anexo I da NR-4 que está localizado a partir da página 6. 
  • Procure pelo código CNAE: procure pelo código CNAE da sua empresa que você pode encontrar no CNPJ.  
  • Procure pela função:  aperte as teclas CTRL + F. Esse comando abrirá uma ferramenta de pesquisa no canto superior da tela. Pesquise o nome principal da atividade econômica da empresa e veja a opção que melhor se enquadra. 

Importante: uma empresa pode ter atividades secundárias com graus de risco diferentes. Para fins de dimensionamento do SESMT, considera-se o grau de risco da atividade principal e das atividades preponderantes no estabelecimento.

 

 

Tipos de risco no ambiente de trabalho

Compreender os tipos de risco é fundamental para implementar medidas de segurança eficazes e garantir que os trabalhadores estejam protegidos em todos os aspectos de suas atividades diárias. Veja os tipos de riscos que existem:

  • Riscos físicos: incluem ruído, radiação, vibrações e temperatura extrema. Por exemplo, trabalhadores em indústrias pesadas podem estar expostos a altos níveis de ruído, enquanto aqueles que trabalham em ambientes externos podem enfrentar temperaturas extremas. 
  • Riscos químicos: envolvem a exposição a substâncias químicas perigosas, vapores e poeiras. Funcionários em laboratórios, fábricas de produtos químicos e setores de limpeza frequentemente lidam com substâncias que podem causar reações adversas à saúde, como irritações respiratórias e dermatites. 
  • Riscos biológicos: incluem a exposição a bactérias, vírus, fungos e parasitas. Profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros, estão particularmente expostos a esses riscos, especialmente durante epidemias ou pandemias, onde a contaminação por patógenos é mais provável. 
  • Riscos ergonômicos: são associados a posturas inadequadas, movimentos repetitivos e levantamento de peso. Trabalhadores de escritório podem sofrer de lesões por esforço repetitivo (LER), enquanto operários podem enfrentar problemas musculoesqueléticos devido ao levantamento de cargas pesadas ou ao trabalho em posturas incômodas. 
  • Riscos acidentais: envolvem perigos como máquinas e equipamentos sem proteção adequada e superfícies escorregadias. Em setores como a construção civil e a manufatura, a falta de proteções em máquinas e a presença de óleo ou água no chão podem levar a acidentes graves, incluindo cortes, quedas e amputações. 

 

 

Diferença entre Grau de Risco e Mapa de Risco

É comum confundir os termos, mas eles são complementares:

  • Grau de Risco: trata-se da classificação (1 a 4) definida por norma regulamentadora (NR-4) e baseada na atividade econômica da empresa. 
  • Mapa de Risco: é a representação gráfica (visual) da planta baixa da empresa. Esse mapa possui ícones com formas e cores diferentes que indicam os tipos de riscos (físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e acidentais) e sua localização dentro do local de trabalho.

A importância da avaliação de risco contínua

Classificar corretamente o grau de risco da sua empresa ajuda a proteger seus colaboradores e a criar um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo. Além de evitar passivos trabalhistas e multas. 

Uma classificação incorreta (subdimensionada) pode deixar seus trabalhadores desprotegidos e sua empresa vulnerável a processos. Já uma classificação superdimensionada gera custos desnecessários com impostos.

Para classificar de forma adequada, é preciso ter processos internos de:

  1. Identificação: mapear perigos físicos, químicos e biológicos.
  2. Análise: definir a probabilidade e gravidade (aqui entram ferramentas como Matriz de Risco).
  3. Controle: implementar EPCs, EPIs e, crucialmente, treinamentos.

 

Conclusão: segurança se faz com conhecimento

A classificação dos graus de risco é o ponto de partida, mas a cultura de segurança é o que realmente salva vidas. Independentemente se sua empresa é grau 1 ou 4, o comportamento humano é fator decisivo na prevenção.

Na Escudo, sabemos que normas e tabelas podem ser complexas, mas o aprendizado não precisa ser. Somos líderes em treinamentos de SST porque transformamos obrigações legais em experiências de aprendizado engajadoras.

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